segunda-feira, 11 de março de 2013

Mulheres Pioneiras ( Mary Fielding Smith )

Estamos na semana que comemoramos o 171º do Aniversário da Sociedade de Socorro.
Para homenagear essa organização maravilhosa, até o próximo domingo, 17 de Março, irei postar a história de algumas mulheres que de alguma forma contribuiu para fazer dessa organização mundial ser uma benção para o mundo. 


Mary Fielding Smith foi esposa de Hyrum Smith. Hyrum foi o irmão de Joseph Smith, o primeiro profeta de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Os irmãos foram assassinados ainda jovens, deixando jovens viúvas e filhos.

Mary Fielding Smith não deixou as dificuldades que tinha enfrentado ou aquelas que enfrentariam no futuro como viúva em uma igreja constantemente ameaçada pela perseguição e morte desanima-la ou destruir sua fé. Ela aceitou que outras pessoas poderiam ser capazes de causar-lhe problemas que ela não podia controlar, ela poderia estar entre um grupo odiado, porém ela ainda poderia controlar uma grande parte de sua vida. Assim como muitas outras mulheres pioneiras, ela demonstrou uma coragem e fé extraordinária mesmo através dos maiores desafios.

Mary não foi deixada sozinha somente para cuidar se seu filho, mas também para ajudar doentes ou deficientes que seu marido cuidava antes de sua morte. Os Mórmons foram forçados a deixarem sua cidade no Illinois. Mary levou sua família para Winter Quarters e então eles se mudaram para Lago Salgado. Muitos de seus familiares já haviam partido na frente em 1847, mas na primavera de 1848, Mary estava determinada a se unir a eles. Ela tinha dois filhos, mas nenhuma outra ajuda real.

Enquanto se preparava para a viagem, ela e seu irmão, Joseph Fielding, viajaram a St. Joseph no Missouri que ficava a 80 km de distancia para comprar mantimentos para o inverno e para a viagem futura ao Vale do Lago Salgado em Utah. Eles compraram dois carroções e duas juntas de bois para cada carroção. Seu filho de nove anos, Joseph F. Smith, que mais tarde se tornaria o presidente dos Mórmons, foi com eles. Era uma viagem muito difícil, cheia de estradas ruins e tempo ruim. Ao retornar a casa eles pararam param acampar ao lado de uma nascente, de onde podiam ver toda a pradaria. Eles observaram um rebanho de gado de corte acampado nas proximidades, então eles decidiram não deixar seu gado solto para não correr o risco de ter o seu gado levado junto com o outro quando aquele grupo partisse. Eles mantiveram seus animais com os jugos e os deixaram pastando. Entretanto, na manhã seguinte, muitos de seus melhores bois haviam desaparecido. Os dois Josephs foram imediatamente procura-los na úmida pradaria. Algumas horas depois eles retornaram, praticamente exaustos, e encontraram Mary ajoelhada em oração. Seu filho mais velho se aproximou dela calmamente e ouviu sua suplica a Deus, pedindo que os bois retornassem e eles pudessem partir em segurança a casa. Quando ela se levantou, ele notou um sorriso tranquilo em sua face, enchendo-o de esperança.

Seu tio não era assim tão esperançoso. Ele disse a Mary que os bois haviam indo embora, provavelmente levados com o gado de corte, apesar dos esforços de mantê-los separados. Mary sorriu e simplesmente disse a eles para fazer o desjejum que ela havia preparado, enquanto ela iria fazer uma pequena caminhada para ver se os encontrava. O seu irmão ficou surpreso. Afinal de contas, eles já haviam passado horas procurando. Como ela poderia encontra-los apenas com uma curta caminhada? Mesmo assim, Mary foi. A pessoa encarregada do gado de corte a viu e foi até ela dizer que tinha visto o gado. E apontou a direção onde o gado poderia estar, porém, para sua surpresa, ela continuou o caminho que estava fazendo, na direção oposta.

O jovem Joseph ficou preocupado pela segurança de sua mãe, e acompanhou seu progresso enquanto comia. Logo ele viu ela se aproximar. Ele e seu tio foram apressadamente encontra-la, John correu e chegou primeiro. Ela apontou para os bois, que haviam ficado presos em uma moita de salgueiros no fundo de uma ravina, completamente ocultos da vista. O filho de Mary sempre se lembrou dessa historia como uma de suas primeiras experiências sobre o poder da oração.

Ela não tinha bois suficientes para puxar os carroções e não possuía dinheiro suficiente para compra-los, mas ele não desistiu de seus planos. Sem bois suficientes, ela rapidamente uniu dois carroções e os enganchou a duas vacas e até bezerros. Eles não eram fortes o suficiente para puxar a carga, ao que parece, mas foi assim que eles montaram. Houve desafios de todos os tipos, incluindo ficarem atolados na lama e lidarem com equipamentos quebrados. Seus bois enfrentaram e lutaram com os morros. Tudo isso aconteceu antes mesmo de chegarem a Elk Horn, onde os Santos, como os Mórmons se chamavam, se reuniam para organizar a viagem em companhias. E quando chegou se apresentou pronta para partir.

Capitão Smith soube que ela tinha sete carroções, mas apenas quatro juntas de bois, vacas e alguns bezerros, e disse a ela que era tolice tentar viajar nessas condições. Ele disse que ela iria acabar sendo um fardo para os homens, que teriam de cuidar e ajudar. No entanto, ela disse com firmeza ao capitão: “Eu irei chegar primeiro ao Vale, e também não pedirei nenhuma ajuda a vocês!”

A primeira coisa que ela fez foi comprar, a credito, mais bois das famílias que não seriam capazes de realizar a viagem naquele ano. Ela estava agora muito mais preparada, mas o capitão, que não tinha senso de humor, não estava satisfeito com a maneira que Mary desafiava seus conselhos ou de haver desafia-lo dizendo que chegaria primeiro ao vale. Ele parecia determinado a certificar-se que sua determinação não se tornasse realidade, tornando a viagem tão desagradável quanto possível. Ela respondeu a isso orando e o ignorando, se recusando a ficar deprimida.

Em um dia extremamente quente, um de seus bois inesperadamente caiu no chão sofrendo de espasmos. Um dos homens que vieram para ver o que havia de errado achara que o boi havia sido envenenado. O capitão rapidamente disse que o boi estava morto e disse que a despeito da resignação ou triunfo eles teriam que descobrir uma maneira de levar Mary e sua família junto com o grupo. Ele então lembrou a ela de que havia dito que ela acabaria se tornando um fardo.

Mary não era de desistir assim tão facilmente. Os Mórmons ensinam que os membros do sacerdócio, que são portados por homens dignos, podem curar através do poder de Jesus Cristo. Eles o fazem por meio de dois ou mais homens que em circulo se posicionam ao redor da pessoa doente, colocando uma gota de óleo consagrado na cabeça da pessoa, e então eles oram pedindo seu restabelecimento ou para que a vontade de Deus seja feita, dependendo do que a pessoa que diz a oração se sinta inspirada ao dizer. Mary lembrando-se disso e pensando que naquela situação desesperadora, onde precisava do boi para cumprir o mandamento de Deus de se reunir no Vale, que Deus poderia também curar o seu boi.

Ela rapidamente encontrou óleo consagrado e pediu a alguns dos homens que dessem ao boi uma benção do sacerdócio ou uma oração normalmente dada aos humanos doentes. Eles concordaram. O momento da oração começou, o boi se levantou e continuou o seu caminho, tão saudável quanto antes.

Enquanto eles cruzavam as Grandes Montanhas, viram o Vale do Lago Salgado pela primeira vez. Eles estavam ansiosos para chegar rapidamente, então a companhia viajou até tarde. Os bois foram soltos para pastar. Entretanto, quando eles se levantaram pela manhã, alguns dos bois de Mary haviam sumido. John o filho de Mary foi procura-los, porque eram essenciais a viagem. Entretanto, o capitão, mesmo sabendo que os bois de Mary haviam desaparecido, ordenou a companhia que saísse mais cedo do que o habitual. Talvez ele houvesse visto uma chance de ter certeza de que ela não poderia cumprir sua promessa de chegar primeiro ao vale. Ele e os outros a deixaram e prosseguirem a viagem, Mary foi deixada sozinha com a sua família para encontrar os bois. Eventualmente, John encontrou os bois e recomeçaram a viagem com a esperança de alcança-los.

No entanto, as coisas não estavam sendo nada fáceis para o capitão. Uma terrível tempestade surgiu, ele e os outros começaram a ficar assustados, e a companhia se recusou a continuar a viagem. Eles foram obrigados a soltar o gado e se abrigar. O gado se espalhou em todas as direções, assim, quando a tempestade passou, a companhia foi forçada a ir à busca do próprio gado. Como eles estavam atrás do gado, Mary e sua família continuou em frente, e não esperaram por eles. Ela chegou ao vale 20 horas antes do detestável capitão e do resto da companhia.

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