terça-feira, 12 de março de 2013

Mulheres Pioneiras ( Eliza R. Snow )


Eliza R. Snow  foi pioneira, e uma das primeiras presidentes da Sociedade de Socorro, presidente do Hospital Deseret, presidente do Departamento das Mulheres e da Casa de Investidura, e escritora. Ela é considerada uma das maiores mulheres da historia Mórmon.

Enquanto muitas pessoas retratem as mulheres pioneiras Mórmons como mansas e meigas, ninguém nunca a acusou disso. Ela repetidamente protestou essa descaracterização. Um mês antes de a legislatura de Utah devolver as mulheres o direito de voto que tinham perdido quando Utah ganhou o status de estado ela disse:

“Nossos inimigos acreditam que, em Utah, as mulheres são mantidas em um estado de vassalagem – que não permite que elas escolham, mas que são coagidas”. Que absurdo!
Agora eu vou perguntar a essa assembleia de senhoras inteligentes, vocês conhecem algum lugar na face da terra, onde as mulheres têm mais liberdade e onde elas gozam de níveis tão altos e privilégios gloriosos como as mulheres Santos dos Últimos Dias? Não! A própria ideia de uma mulher aqui em um estado de escravidão é um absurdo para o bom senso… como mulheres de Deus, ocupando altas posições de responsabilidade, exercendo funções sagradas – mulheres que não se apresentam como ditadoras, mas como conselheiras de seus maridos, e que, no sentido mais nobre e puro de refinadas mulheres, são verdadeiramente suas ajudantes, não só no falar, porque temos o direito conferido pela humanidade e pela justiça! (quoted in Jaynann Morgan Payne, “Eliza R. Snow: First Lady of the Pioneers,” Ensign, Sep 1973, 62)

Historias de seu espirito resoluto são bem conhecidas. Quando o governador Boggs do Missouri ordenou aos Mórmons que saíssem do estado e aprovou a ordem de extermínio, ela o confrontou corajosamente, de um modo que não era comum às mulheres de sua época. Ele disse a ela que isso iria cura-la da sua fé. Ela respondeu que precisaria muito mais do que isso para fazê-lo. Ele ficou surpreso e, humilhado por sua resposta respondeu: 
“Eu devo confessar, você é um melhor soldado do que eu.” Eliza não se sentiu honrada com seu comentário. Em vez disso, ela disse mais tarde que a menos que ele fosse mais parecido com aqueles com quem ela se relacionava, não poderia considerar aquilo um elogio.

Quando o momento chegou de procurar um novo lar, Eliza corajosamente aprendeu a conduzir bois. Ela sabia como lidar com cavalos, mas achava que os bois eram um pouco mais desafiadores, embora logo ela se tornou hábil como qualquer outro homem. Assim que chegou à Cidade do Lago Salgado, ela morou em uma pequena cabana que era coberta por um teto feito de salgueiros e sujeira. Quando chovia, o teto vazava. Pior ainda, ele abrigava ninhos de ratos e descobriu que estava chovendo ratos e lama dentro da sua casa. Em vez de chorar ou gritar, ela simplesmente abriu um guarda-chuva e se sentou embaixo dele durante toda a noite, rindo de uma situação que segundo ela, era engraçada.

Eliza R. Snow nasceu no dia 21 de janeiro de 1804, em Becket, Massachusetts. Seus pais se tornaram membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como Mórmons, no inicio da igreja, e quatro anos depois, Eliza se converteu em 1835 depois que suas orações pessoais para encontrar a verdade foram respondidas. Depois de se unir a igreja, ela mudou-se para Kirtland, Ohio, onde os Mórmons estavam se reunindo. Ela foi professora em uma escola para moças porque Joseph Smith desejava que elas recebessem uma boa educação. Ela logo convenceu seu irmão Lorenzo a aprender hebraico com ela em uma classe ministrada pelo professor Joshua Seixas, mas seu objetivo era ajuda-lo a conhecer Joseph Smith, a quem Lorenzo já tinha ouvido falar. Ele logo se uniu a igreja e mais tarde se tornou presidente dos Mórmons.

Apesar de receber inúmeros pedidos de casamento, ela manteve-se solteira até esse momento. Ela foi selada (casada pela eternidade) a Joseph Smith como uma esposa plural dois anos antes de ele ser assassinado. Ela foi mais tarde, depois da morte de Joseph Smith, casada com Brigham Young somente para o tempo, isso significa que não foi um casamento eterno. Ele respeitava sua inteligência e habilidades de liderança, frequentemente pedindo seu conselho e designando-a a importantes responsabilidades de liderança. Acreditava-se que ela estava casada com ele apenas para garantir seu bem-estar, e apesar de eles não terem um relacionamento de um casamento tradicional ela sempre se sentava a sua direita na mesa de jantar e na hora da oração, e Brigham sempre a procurava por causa de sua sabedoria. Eliza nunca teve filhos.

Eliza era uma notável poeta e escritora, bem conhecida tanto na igreja como pelo mundo. Muitos de seus poemas se transformaram em musicas. Alguns dos mais populares hinos SUD são de sua autoria, publicou vários livros de poesias nos campos secular e religioso. Ela foi particularmente conhecida por seus escritos teológicos assim como patrióticos. Descendente dos primeiros colonos americanos e de um soldado da Guerra de Independência, ela sempre se interessou em adquirir conhecimentos históricos e governamentais. Ela sempre acreditou que poderia ser patriótica mesmo não concordando com algumas politicas governamentais, como aquelas ilegais feitas contra os Mórmons.

Um de seus mais importantes papéis foi ajudar a criar e a reconstruir a Sociedade de Socorro. Quando as mulheres Mórmons decidiram que precisavam iniciar sua própria organização humanitária, nos moldes daqueles que existiam no mundo, elas se aproximaram de Eliza e pediram a ela que escrevesse sua constituição, já que ela era uma escritora. Ela trabalhou duro e quando estava pronta elas o apresentaram a Joseph Smith para aprovação, ele elogiou-o dizendo que era o melhor que já havia visto. Entretanto, ele disse que algo melhor do que uma constituição. Ele propôs organizar as mulheres da igreja no padrão do sacerdócio, significando que sua organização seria estabelecida nos moldes das dos homens. Enquanto os homens precisam do poder do sacerdócio para ministrar aos outros, ele disse, as mulheres serão capazes de fazê-lo somente com a fé, com certeza um grande elogio a sua visão do que as mulheres são capazes de realizar.

As mulheres se organizaram e a esposa de Joseph Smith, Emma, foi chamada como presidente. Elisa serviu como secretaria. Mais trade, a organização foi dissolvida por um tempo, enquanto a igreja estava sem uma sede e em constante movimento. As mulheres continuaram servindo, é claro, mas informalmente. Em 1866, com os Mórmons estabelecidos em Utah sob a direção de Brigham Young, a Sociedade de Socorro foi reorganizada. Brigham Young pediu que Elisa ajudasse as mulheres de cada ala (congregação) a estabelecer apropriadamente o programa. Ela não foi feita oficialmente presidente Geral da Sociedade de Socorro para toda a igreja até 1880, mas certamente ela exercia esse papel. Ela estudou as notas que havia guardado como secretaria da Sociedade de Socorro em Nauvoo, quando foi organizada pela primeira vez para entender qual era o seu trabalho e usou-as para treinar as novas lideres. Ela ajudou-as a seguir o conselho de Brigham Young de se tornarem autossuficientes, encorajando as mulheres a armazenarem grãos para emergências, criar sua própria seda, e obter treinamento médico. Com esta finalidade, as mulheres eram enviadas a escola de medicina em um tempo onde isso era considerado incomum e um pouco controverso e outras eram treinadas como enfermeiras. Na época de sua morte, Elisa tinha ajudado a organizar mais de 300 Sociedades de Socorro.

As Sociedades de Socorro eram organizações poderosas. Elas faziam mais do que servir refeições aos famintos e cuidar dos pobres, os objetivos gerais concebidos pelas mulheres que iniciaram o programa. Sob a direção de Eliza, elas dispuseram bolsas de estudo para a escola de medicina, trabalharam para o sufrágio feminino (na qual as mulheres Mórmons tinham até que Utah se tornou reconhecido como estado e o governo secular o retirar), dirigiu um hospital e um jornal, e realizou uma série ativismo politico.

Ela também ajudou na organização da Primaria para as crianças e da Organização das Moças. Por causa de sua liderança em todas as organizações dirigidas por mulheres, ela foi informalmente conhecida como a “presidentes” assim como a poeta dos Santos.
Elisa disse algumas vezes que ela não desejava ser famosa ou conhecida, mas também não gostaria de ser esquecida. Embora muitas vezes tenha escrito usando pseudônimos masculinos e trabalhou em silencio, mas ao enfrentar os desafios da vida adulta ela escolheu confiar em si mesmo e aceita-los graciosamente, sempre determinada a colocar Deus sempre acima de seus próprios sentimentos e desejos.


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